Descreva o que um desconhecido notaria em três segundos, numa ordem fixa: idade, pele, cabelo (comprimento, textura, cor e corte), olhos e sobrancelhas, uma ou duas marcas marcantes, porte físico. Use palavras simples e concretas, deixe de fora roupa e humor e nunca cite nem insinue uma pessoa real. Duas frases bastam.
Um modelo
[Mulher / Homem] de [início / meados / fim dos X anos], [tom de pele], [comprimento, textura, cor e corte do cabelo], [olhos ou sobrancelhas, se forem marcantes], [uma ou duas marcas: cicatriz, óculos, barba, sardas, brinco], [porte físico].
Três descrições reais e o que elas renderam
Estas são as descrições exatas por trás dos exemplos do Dittoshot.
Mira: “Mulher de 30 e poucos anos, pele morena oliva, cabelo castanho-escuro ondulado na altura dos ombros, sobrancelhas grossas, pequena cicatriz acima da sobrancelha esquerda, corpo magro e atlético”
Tomás: “Homem de quase 50 anos, pele morena clara, cabelo curto grisalho com entradas, barba grisalha aparada, óculos retangulares, ombros largos, corpo um pouco robusto”
Aiko: “Mulher de uns 25 anos, leste-asiática, pele clara com sardas leves, cabelo preto liso em chanel reto com franja, rosto fino, pequena argola prateada na orelha direita, corpo mignon”



Regras para uma descrição que se sustenta
- Dê uma faixa de idade, não um número. "30 e poucos anos" ou "quase 50 anos" define a idade do rosto sem brigar com o modelo por um único ano.
- Diga o corte, não só a cor. "Cabelo escuro" serve para qualquer um; "cabelo preto liso em chanel reto com franja" é um contorno que o modelo precisa reproduzir. O chanel da Aiko é o traço mais estável nas fotos dela.
- Acrescente uma ou duas âncoras. Óculos, barba, cicatriz ou brinco dão ao modelo e à verificação de identidade algo concreto para comparar. Mais de duas, e elas começam a competir.
- Prefira âncoras que resistem à distância. Uma cicatriz pequena aparece num retrato e some numa foto de corpo inteiro; óculos e corte de cabelo, não.
- Cuidado com esquerda e direita. Nos dois exemplos nossos que indicavam um lado, a folha de referência pôs a marca no lado da imagem, e não no da pessoa. Confira a folha e trate o que ela mostra como canônico.
- Dispense palavras de beleza. "Linda", "pele perfeita" e "cara de modelo" puxam todos os rostos para o mesmo rosto genérico, o contrário de uma pessoa reconhecível.
- Deixe roupa e humor para as cenas. A folha usa roupa simples para que o rosto seja a única coisa fixada; o figurino depois acompanha cada cena.
- Nada de pessoas reais. "Parecida com" uma celebridade ou com alguém que você conhece está fora: é assim que começam os deepfakes, e os termos do Dittoshot proíbem descrever uma pessoa real e identificável.
A bio é uma linha à parte
A aparência fixa o rosto; uma bio de uma linha dá à pessoa uma vida para fotografar. "Ceramista em Lisboa. Anda de bicicleta para todo lado, nada no mar antes do trabalho" foi o que virou a Mira no torno, ao lado da bicicleta e na praia ao nascer do sol. No Dittoshot, deixe a cena em branco e ele escreve uma a partir da bio.



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